sexta-feira, 26 de junho de 2009

Patrimônio histórico esquecido



Foto: Ésio Mendes


A capela de Santo Antônio, às margens do Rio Madeira, é considerada um símbolo histórico e cultural de Porto Velho, por se tratar do marco inicial da capital de Rondônia. Hoje a igreja está completamente abandonada, o turismo está extinto no local e os moradores da vila próxima à igreja já tem acesso restrito por causa da construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. Hoje a igreja está com as portas fechadas para a comunidade.


O ponto histórico já fez parte do roteiro turístico de Porto Velho até a década de 90. A locomotiva Maria Fumaça fazia o percurso da Estrada de Ferro Madeira Mamoré até a Cachoeira de Santo Antônio, onde está localizada a capela. Até esta época a igrejinha recebia fiés todos os dias.


Construída em 1913, a capela de Santo Antonio de Pádua fica localizada a 17 quilômetros de Porto Velho, pertenceu ao primeiro povoado da área. Yêdda Pinheiro Borzacov, em seu livro “Porto Velho: 100 anos de história”, conta que a igreja foi a primeira construída em território que hoje é considerado estado de Rondônia, e que é embargada como patrimônio histórico de Rondônia.

O repórter Adão Caldeira aborda em seu blog a questão da possível inundação, por conta da construção das usinas, deste patrimônio histórico e cultural de Rondônia.


Segundo o escritor Antônio Cândido, a igrejinha é o símbolo da fé cristã do pequeno povoado que habitava a região. E seu livro, “Enganos da nossa História", Candido diz que, depois de vários períodos de turbulência, a primeira missa aconteceu em abril de 1913.


Yêdda Borzacov denuncia o abandono que a igreja sofre por parte do poder público. Segundo ela, deveria haver programas de conservação da igreja para que a história não seja apagada pelo desprezo das autoridades.

A jornalista Antônia Nascimento conta o que conseguiu perceber em uma pesquisa feita com os moradores da comunidade de Santo Antônio. Confira o vídeo.





Nenhum comentário:

Postar um comentário